A merda da minha dissertação
A tarefa de escrever um trabalho acadêmico é algo sempre penoso. Estou no meio dessa tarefa, com todos os dramas que ela oferece.
Algumas “fórmulas” de trabalho podem auxiliar.
Uma delas é escrever à medida que seu raciocínio se desenvolve, ou seja, de acordo com as leituras, e à medida que surgem as reflexões. Essa opção, apesar de ser a da maioria, a mim não me parece muito boa. O texto tende a parecer uma colcha de retalhos, com diversos modos de escrever sobrepostos, influência daquilo que líamos enquanto escrevíamos. Além disso, mudamos de idéia na medida em que lemos coisas diferentes. Aquelas reflexões que já estavam lá têm de ser refeitas, ou parecerão algo sem sentido quando confrontado com o conjunto.
A outra alternativa, que me agrada mais, é lermos tudo que pensamos ser principal, com adaptações, claro, à medida que nos aprofundamos em certos temas. Traça-se um plano inicial de leituras, com obras básicas, a depender do tempo que se tenha, e depois se realiza alguma leitura complementar àquelas. Pode acontecer que, ao lermos um autor, tenhamos que alterar o plano inicial, o que deve ser feito sempre com atenção ao tempo... Depois disso, começa-se a escrever, estando tudo já de alguma forma elaborado na cabeça. Essa é, sem dúvida, uma opção melhor que a primeira, mas ela não deixa de ter problemas. Primeiro, por conta do tempo que leva; segundo, porque nunca sabemos ao certo o que é realmente “tudo”. Lemos o que achávamos ser esse “tudo”, mas, depois de algum amadurecimento, vemos que deveríamos aprofundar certos pontos e abandonar outros. Além disso, ninguém é tão disciplinado assim, a não ser alguns nerds absolutamente criados para isso. Acho que só os alemães são capazes, na verdade.
Há outra alternativa, que me pareceu mais viável e que, mesmo que não completamente de maneira voluntária, adotei: ler quase tudo o que é importante, articular os pontos centrais do que vai ser escrito e começar. Ao longo do tempo vai-se complementando a leitura, com certas coisas que faltaram e, sobretudo, com alguma bibliografia secundária, doxografia relevante.
Meu maior medo ainda é o tempo, mas bem, como ele acaba mesmo sempre antes do que queríamos, terei, fatalmente, de adaptar a qualidade do resultado final às suas limitações... O pior é que, cada vez que releio o que escrevo me acho mais incompetente. Não vou desistir, mas certamente que a vida seria mais tranqüila se eu tivesse alguma aptidão mais natural... Sempre quis ser velejador profissional. Devia ter tentado... a propósito, será que ainda há tempo?
Algumas “fórmulas” de trabalho podem auxiliar.
Uma delas é escrever à medida que seu raciocínio se desenvolve, ou seja, de acordo com as leituras, e à medida que surgem as reflexões. Essa opção, apesar de ser a da maioria, a mim não me parece muito boa. O texto tende a parecer uma colcha de retalhos, com diversos modos de escrever sobrepostos, influência daquilo que líamos enquanto escrevíamos. Além disso, mudamos de idéia na medida em que lemos coisas diferentes. Aquelas reflexões que já estavam lá têm de ser refeitas, ou parecerão algo sem sentido quando confrontado com o conjunto.
A outra alternativa, que me agrada mais, é lermos tudo que pensamos ser principal, com adaptações, claro, à medida que nos aprofundamos em certos temas. Traça-se um plano inicial de leituras, com obras básicas, a depender do tempo que se tenha, e depois se realiza alguma leitura complementar àquelas. Pode acontecer que, ao lermos um autor, tenhamos que alterar o plano inicial, o que deve ser feito sempre com atenção ao tempo... Depois disso, começa-se a escrever, estando tudo já de alguma forma elaborado na cabeça. Essa é, sem dúvida, uma opção melhor que a primeira, mas ela não deixa de ter problemas. Primeiro, por conta do tempo que leva; segundo, porque nunca sabemos ao certo o que é realmente “tudo”. Lemos o que achávamos ser esse “tudo”, mas, depois de algum amadurecimento, vemos que deveríamos aprofundar certos pontos e abandonar outros. Além disso, ninguém é tão disciplinado assim, a não ser alguns nerds absolutamente criados para isso. Acho que só os alemães são capazes, na verdade.
Há outra alternativa, que me pareceu mais viável e que, mesmo que não completamente de maneira voluntária, adotei: ler quase tudo o que é importante, articular os pontos centrais do que vai ser escrito e começar. Ao longo do tempo vai-se complementando a leitura, com certas coisas que faltaram e, sobretudo, com alguma bibliografia secundária, doxografia relevante.
Meu maior medo ainda é o tempo, mas bem, como ele acaba mesmo sempre antes do que queríamos, terei, fatalmente, de adaptar a qualidade do resultado final às suas limitações... O pior é que, cada vez que releio o que escrevo me acho mais incompetente. Não vou desistir, mas certamente que a vida seria mais tranqüila se eu tivesse alguma aptidão mais natural... Sempre quis ser velejador profissional. Devia ter tentado... a propósito, será que ainda há tempo?
