revival
Como não escrevo nada,
vou publicar um texto meu já passado, de outro blog. pelo menos coloco algo no ar.
"A Beleza me atinge de maneira mais pungente que qualquer outra coisa. Não é racionalmente que ela me chega, assepticamente. Aterrorizado sinto sempre me faltarem as categorias. Não posso explicar o que se passa. Mais. normalmente, calado, represento-me toda a simplicidade da percepção imediata e absoluta do indescritível.
É uma intuição indivisível, normalmente, total. Não é possível retirar nada de sua imediatez. Ela vem como um choque pasmado que tem a percepção. Consome todos os recursos sensíveis disponíveis. Não há para ela altura, massa, qualidade... Definitivamente não se podem saber de causas ou efeitos. Se quiseramos compreendê-la, restar-nos-ia, certamente, apenas a Teologia.
Ela é definitivamente mito. E a forma que temos de reverenciá-la, é somente a contemplação paralisada.
Mas como a todo mito, à aproximação ritual se sucede um afastamento. A beleza significará sempre apenas a sua Divindade, e não podemos nos aproximar dela sem nos arriscarmos mais do que nos permite o bom senso. Qualquer outra ação seria de extremo perigo. Quais os meios de intervenção segura na seara poderosa da Magia?
Resta apenas uma transformação silenciosa. A divinização da paralisia. A frustração se acomoda. A inquietação se esvai na passagem sutil que se empreende entre a intuição destrutiva daquela completude penetrante à sua condição tranqüila de mito. Que reverenciamos, mas em que não penetramos. A qual não ousamos atingir com quaisquer quer sejam os recursos humanos.
Só o que há a fazer, depois desse afastamento irrefletido é seguir. Seguimos, com as impressões causadas. O temor, o respeito, o prazer e o desconhecimento. Seguimos sem pronunciar seu nome.
vou publicar um texto meu já passado, de outro blog. pelo menos coloco algo no ar.
"A Beleza me atinge de maneira mais pungente que qualquer outra coisa. Não é racionalmente que ela me chega, assepticamente. Aterrorizado sinto sempre me faltarem as categorias. Não posso explicar o que se passa. Mais. normalmente, calado, represento-me toda a simplicidade da percepção imediata e absoluta do indescritível.
É uma intuição indivisível, normalmente, total. Não é possível retirar nada de sua imediatez. Ela vem como um choque pasmado que tem a percepção. Consome todos os recursos sensíveis disponíveis. Não há para ela altura, massa, qualidade... Definitivamente não se podem saber de causas ou efeitos. Se quiseramos compreendê-la, restar-nos-ia, certamente, apenas a Teologia.
Ela é definitivamente mito. E a forma que temos de reverenciá-la, é somente a contemplação paralisada.
Mas como a todo mito, à aproximação ritual se sucede um afastamento. A beleza significará sempre apenas a sua Divindade, e não podemos nos aproximar dela sem nos arriscarmos mais do que nos permite o bom senso. Qualquer outra ação seria de extremo perigo. Quais os meios de intervenção segura na seara poderosa da Magia?
Resta apenas uma transformação silenciosa. A divinização da paralisia. A frustração se acomoda. A inquietação se esvai na passagem sutil que se empreende entre a intuição destrutiva daquela completude penetrante à sua condição tranqüila de mito. Que reverenciamos, mas em que não penetramos. A qual não ousamos atingir com quaisquer quer sejam os recursos humanos.
Só o que há a fazer, depois desse afastamento irrefletido é seguir. Seguimos, com as impressões causadas. O temor, o respeito, o prazer e o desconhecimento. Seguimos sem pronunciar seu nome.

2 Comments:
E nao eh q ele escreve mesmo???
Nosso Blog estah uma vergonha de desatualizado...
Bjo menino.
Gabi
p.s.: estamos indo jantar lah naquele grego maravilhoso p comemorar o aniversario de marcilio!
conheço esse texto...
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