Wednesday, September 13, 2006
mit dem Fahrrad
Sem bicicleta por aqui não se vive.
Aí vai um passeio que dei no Wannsee, a praia dos alemão de Berlin.
Aí vai um passeio que dei no Wannsee, a praia dos alemão de Berlin.
Saturday, September 09, 2006
Tuesday, September 05, 2006
Turco, a língua do "Pê".
Conheci um turco bem legal. Ele ficou tentando me explicar a origem da língua dele, e me esclareceu umas coisas curiosas.
O turco é uma língua de origem asiática. Usava a escrita árabe até uns dois séculos atrás. Hoje usa o nosso alfabeto.
Ele me disse que, em turco, as palavras mudam de acordo com os sons das palavras antecedentes. Um verbo “declina”, por assim dizer (não é uma declinação, na verdade, porque essa variação não tem nenhuma implicação sintática, é algo fonético somente), de acordo com o som da palavra que o acompanha.
É como se disséssemos “viajei a pé” e tivesse de ficar “a pé viéjei”.
Se fosse de avião, seria :“de avião viãojei”.
E, se fosse de moto, seria: de moto viójei.
Portanto, o turco é como a língua do “p”. A cada sílaba, o som se repete, segundo ele, para deixar a frase “soando melhor”. Por isso que a gente sempre acha estranho como tudo parece estar tão cheio de vogais. Eu acho que isso se dá porque, exatamente, as vogais se repetem acentuando sua presença nas palavras.
Isso até que parece bem fácil. O problema é que a palavra muda, inclusive, de acordo com a pronúncia. Se os mais velhos falam a palavra de uma forma diferente, ela vai mudar de acordo com o modo como a pronunciam... E o mesmo vale pra o uso de palavras estrangeiras. Pois que, pronunciadas por um turco, elas saem diferentes e, logo, ganham uma “fonação” diferente. É como se o que mais valesse fosse a eufonia da frase em detrimento da integridade semântica dos morfemas. Lembro que, quando era pequeno, minha avó ficava brincando comigo, com a língua do Guê, ou do Pê... Bem, aposto que ela daria uma boa turco-falante... hehehe
Bem, depois falo um pouco mais dos turcos. Eles em Berlim são algo extremamente visível. Falam uma língua própria, um quase-dialeto, na verdade, chamada já de alemão turco. Dão a impressão de que vão tomar a cidade, sobretudo em alguns bairros, como Neuköln. No bairro em que estou também há muitos turcos, mas eles se misturam com poloneses, bósnios, croatas e outros tipos. Pelo que já ouvi, há vários problemas que estão velados por aqui, em relação a isso... Há escolas aqui no bairro em que já não há nenhuma criança alemã. O que aconteceu, em maio, em Paris, não parece ser algo tão distante daqui.
O turco é uma língua de origem asiática. Usava a escrita árabe até uns dois séculos atrás. Hoje usa o nosso alfabeto.
Ele me disse que, em turco, as palavras mudam de acordo com os sons das palavras antecedentes. Um verbo “declina”, por assim dizer (não é uma declinação, na verdade, porque essa variação não tem nenhuma implicação sintática, é algo fonético somente), de acordo com o som da palavra que o acompanha.
É como se disséssemos “viajei a pé” e tivesse de ficar “a pé viéjei”.
Se fosse de avião, seria :“de avião viãojei”.
E, se fosse de moto, seria: de moto viójei.
Portanto, o turco é como a língua do “p”. A cada sílaba, o som se repete, segundo ele, para deixar a frase “soando melhor”. Por isso que a gente sempre acha estranho como tudo parece estar tão cheio de vogais. Eu acho que isso se dá porque, exatamente, as vogais se repetem acentuando sua presença nas palavras.
Isso até que parece bem fácil. O problema é que a palavra muda, inclusive, de acordo com a pronúncia. Se os mais velhos falam a palavra de uma forma diferente, ela vai mudar de acordo com o modo como a pronunciam... E o mesmo vale pra o uso de palavras estrangeiras. Pois que, pronunciadas por um turco, elas saem diferentes e, logo, ganham uma “fonação” diferente. É como se o que mais valesse fosse a eufonia da frase em detrimento da integridade semântica dos morfemas. Lembro que, quando era pequeno, minha avó ficava brincando comigo, com a língua do Guê, ou do Pê... Bem, aposto que ela daria uma boa turco-falante... hehehe
Bem, depois falo um pouco mais dos turcos. Eles em Berlim são algo extremamente visível. Falam uma língua própria, um quase-dialeto, na verdade, chamada já de alemão turco. Dão a impressão de que vão tomar a cidade, sobretudo em alguns bairros, como Neuköln. No bairro em que estou também há muitos turcos, mas eles se misturam com poloneses, bósnios, croatas e outros tipos. Pelo que já ouvi, há vários problemas que estão velados por aqui, em relação a isso... Há escolas aqui no bairro em que já não há nenhuma criança alemã. O que aconteceu, em maio, em Paris, não parece ser algo tão distante daqui.

